sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Papoilas


 

Quando
o vermelho delicadíssimo,
cor da avassaladora paixão,
das emoções que afloram
a face inocente

Quando
cor de sangue nascente
em borbotões da finíssima
lâmina de ciúme cravada em peito

despeitado, nú

Pode ser isso
Como pode ser o rubor das papoilas
escutando cigarras sequiosas
que esgotam a derradeira gota
na charneca.
.
hajota 2025-10-24

2 comentários:

  1. Lindas flores para um poema encantado.
    Bjs e bom fim de semana amiga.

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  2. Boa noite Pity,
    Tão belas as papoilas que o seu magnífico olhar captou em toda a sua essência e beleza, de flores que enchem os campos de cor carmim!
    Por momentos senti-me no meio de uma seara rodeada de papoilas!
    O meu regresso à infância;))!!!
    Beijinhos,
    Emília

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Não sou fotógrafa, mas, gosto de fazer arte com a fotografia. Todas as palavras e as imagens deste blogue são de minha autoria, excepto as que estão assinaladas com os devidos créditos. Não são fotos perfeitas, nem eu quero que assim sejam, porque por vezes é na imperfeição que se encontra a beleza encoberta.
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