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quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Quinta da Regaleira e o Poço Iniciático



Quinta da Regaleira: o belo e enigmático monumento de Sintra



Poço Iniciático

O Poço Iniciático é uma torre invertida de cerca de 27 metros, com acesso realizado através de uma monumental escadaria em espiral, sustentada por colunas esculpidas, por onde se desce até o fundo do poço. O nome iniciático deve-se à teoria de que era usado em rituais de iniciação à Maçonaria. A escadaria é constituída por 9 patamares separados por lances de 15 degraus. Uma referência à Divina Comedia de Dante, que podem representar os 9 círculos do inferno, paraíso ou purgatório. A ideia principal do poço é a morte e o renascimento realizado através do ritual de iniciação ligado à terra, que é o útero materno de onde provém a vida, mas também a sepultura, para onde se voltará.

Fonte:https://besisluxe.com/quinta-da-regaleira-o-belo-e-enigmatico-monumento-de-sintra/

quarta-feira, 29 de maio de 2024

Olhares Meus




Tendo em conta as condições de que dispõe e na medida do possível, é a natureza que faz sempre as coisas mais belas e melhores.

Aristóteles

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Quinta da Regaleira




 Quinta da Regaleira o belo e o mistério

Quem visita a Quinta da Regaleira mergulha e viaja num espaço misterioso natural com belos jardins, grutas, lagos e com um forte simbolismo nas construções e elementos decorativos relacionados com a Alquimia, os Templários, a Maçonaria e com relevo também à História de Portugal.

A Quinta da Regaleira é considerada Património Mundial e está ligada ao magnata Português António Monteiro conhecido por Monteiro dos Milhões. António Monteiro distingui-se pelo seu espírito científico, dententor de uma vasta cultura e que, juntamente, com o arquiteto Italiano Luigi Manini conceberam genialmente no ano de 1910, o magnifíco projecto da Quinta da Regaleira.

Fonte : https://www.realclicktours.com/pt/blogue/quinta-da-regaleira-o-belo-e-o-misterio/

sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Natureza




 A natureza é a melhor professora da verdade.

Santo Agostinho

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Palácio e Quinta da Regaleira





O Palácio da Regaleira é o edifício principal e o nome mais comum da Quinta da Regaleira. Também designado por Palácio do Monteiro dos Milhões, denominação associada à alcunha do seu antigo proprietário, António Augusto Carvalho Monteiro.

O palácio está situado na encosta da serra e a escassa distância do Centro Histórico de Sintra, estando classificado como Imóvel de Interesse Público desde 2002.
Carvalho Monteiro, pelo traço do arquiteto italiano Luigi Manini, transforma a quinta de 4 hectares num palácio rodeado de luxuriantes jardins, lagos, grutas e construções enigmáticas, lugares estes que ocultam significados alquímicos, como os evocados pela Maçonaria, Templários e Rosa-cruz. Modela o espaço em traçados mistos, que evocam a arquitetura românica, gótica, renascentista e manuelina.

A Quinta da Regaleira é um lugar para se sentir. Não basta contar-lhe a memória, a paisagem, os mistérios. Torna-se necessário conhecê-la, contemplar a cenografia dos jardins e das edificações, admirar o Palácio, verdadeira mansão filosofal de inspiração alquímica, percorrer o parque exótico e sentir a sua espiritualidade.

História

O palacete da Quinta da Regaleira foi mandado construir nas primeiras décadas do século XX, por Carvalho Monteiro que encarregou o cenógrafo italiano Luigi Manini do seu projeto. De prospeto revivalista neo-manuelino impõe-se pela sua profusão decorativa. Os frondosos jardins, qual cenário tridimensional, caracterizam-se pelos poços, grutas, lagos e pavilhões que revelam o gosto do comendatário, sendo abundantes as alusões simbólicas, algumas delas de génese maçónica.

O Bolo de Noiva foi a denominação que os habitantes da vila de Sintra utilizaram para definir aquela estrutura irreal que se erguia não muito longe do palácio dos Reis. Cenograficamente, nunca nada se tinha visto que se lhe pudesse comparar. É certo que os vários palácios como Monserrate ou a Pena, resultado do período romântico, apresentavam-se merecedores de obras de arte por si próprias, encantando eruditos e analfabetos. Contudo, a nova quinta do milionário Dr. António Augusto de Carvalho Monteiro era algo de diferente. O resultado final apresentava várias estruturas decoradas num estilo revivalista a que absolutamente ninguém conseguia ficar indiferente.

Para compreendermos um pouco da História da Quinta da Regaleira temos de recuar alguns séculos, mais exatamente ao século XVII. A documentação disponível é escassa, porém, sabe-se que, em 1697, José Leite adquiriu uma extensa propriedade no termo da vila de Sintra que corresponde mais ou menos aos atuais limites do parque. Alguns anos mais tarde, em 1715, a quinta foi adquirida em hasta pública por Francisco Alberto de Castro e ostentou o topónimo de Quinta da Torre ou do Castro. O novo proprietário foi o introdutor da água canalizada na quinta, a partir de uma nascente da serra de Sintra.

Em 1830, a quinta pertenceu a Manuel Bernardo Lopes Fernandes e, em 1840, tornou-se propriedade da filha de uma abastada negociante do Porto, de seu nome D. Ermelinda Allen, que, mais tarde, foi agraciada com o título nobiliárquico de Baronesa da Regaleira. A Quinta da Regaleira recebeu este nome porque, segundo a tradição, a nova proprietária achava um regalo a vista de uma das torres do jardim.

A Quinta da Regaleira estava, no entanto, ainda longe daquilo em que se iria transformar no início do século XX. Para além de um palácio e de uma capela, há uma série de outras estruturas que apresentam uma profusa decoração revivalista saturadamente preenchida de sentidos simbólicos.

Em 1892, os então Barões da Regaleira venderam a propriedade ao conhecido milionário Monteiro dos Milhões, isto é, ao Dr. António Augusto de Carvalho Monteiro. Nascido no Rio de Janeiro, em 1848, e filho de pais portugueses, cedo abandonou o Brasil e veio para Portugal, onde se licenciou em Direito na Universidade de Coimbra. Dono de uma riqueza considerável, adquiriu a propriedade de Sintra para ali edificar um palácio muito especial.

Carvalho Monteiro era um homem de uma cultura significativa. Sendo um amante incontestável da epopeia nacional, transpôs para a decoração do seu novo palácio os principais símbolos da nação portuguesa, relembrando assim os momentos áureos vividos pelos lusitanos nos seus vários séculos de existência. Este gesto fora traduzido num gosto revivalista com grande incidência na ornamentação ao estilo manuelino, possivelmente por este ser um dos principais momentos de glória que o país atravessou com a descoberta de novos caminhos para outras partes do globo ou, pelo menos, um dos períodos que nos legou um estilo arquitetónico com uma decoração tipicamente lusa e que se acordou, hodiernamente, chamar-se manuelina por ter sido criada no reinado do Rei Venturoso.

Sintra apresenta-se ao mundo como um cadinho mágico, quase que diferente de todos os lugares da terra que conhecemos. Como tal, a obra de Carvalho Monteiro não seria uma obra qualquer e, sendo ele inspirado pelo ecletismo estrutural e decorativo do altivo Palácio da Pena, convidou um dos melhores, senão mesmo o melhor cenógrafo da época para projetar o seu sonho, o italiano Luigi Manini, que tinha terminado as obras no Hotel Palace do Buçaco em estilo neo-manuelino. Foi o próprio Manini que se encarregou de projetar os planos e edificar a obra de Carvalho Monteiro.

Para além do palácio, o arquiteto interveio, ainda, nos quatro hectares da quinta, projetando intervenções para lagos, grutas, edifícios enigmáticos, jardins luxuriantes e outros lugares, carregados de simbologia alquímica, maçónica ou ainda relativa aos Templários e aos Rosa-Cruz que, com o habitual nevoeiro que se levanta nas faldas da serra, conferem ao local uma densa aura de mistério. A própria arquitetura foi claramente inspirada nos vários modelos arquitetónicos, desde o nascimento da nação com estruturas a evocarem o românico, o gótico, como já acima dissemos, renascença e manuelino e, inclusive Arte Nova. As obras terminaram em 1910.

Até este momento, Sintra tinha assistido ao edificar, aqui e ali, de várias estruturas residenciais e / ou palacianas com o objetivo de residência permanente, veraneio ou simplesmente por outras razões que não importam aqui explorar. A Quinta da Regaleira quebra essa tradição e aproveita a magia da serra de Sintra para se tornar, ela própria, num espaço mágico cheio de códigos indecifráveis e símbolos que desafiam o observador e lhe povoam o imaginário.

Luigi Manini, o cenógrafo convidado para traçar a nova estrutura trabalhava também no Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa. Não admira, portanto, que o cenário da Quinta da Regaleira pareça saído de uma cena de ópera. O conjunto formado pelo palácio, a capela, o poço iniciático, os lagos, as esculturas, as torres, as grutas artificiais, miradouros, espaços para assembleias e outros recantos que encantam, retiram-nos da realidade que vivemos no dia-a-dia. Tudo pensado e trabalhado ao mais pequeno detalhe e pormenor.

A riqueza iconográfica, por vezes encriptada, de cada peça de cantaria, convida qualquer um a desvendar-lhe a leitura. Os símbolos, figuras, objetos, emblemas, cartelas, formas, etc... revelam-se surpreendentes, em que a originalidade de Manini conferiu ao conjunto uma série de características excecionais que transformaram quase todo o espaço da quinta e do respetivo jardim num extraordinário cenário de ópera.

A riqueza da simbologia que aqui encontramos nem sempre está acessível ao observador. Se, por um lado, as alusões ao manuelino são fáceis de identificar, outros elementos relativos ao inferno de Dante, ou até mesmo à egiptologia, são um pouco mais complicados e carecem de conhecimentos adicionais que, muitas vezes, requerem mesmo noções claras de conceitos ligados ao simbolismo. Este vasto espaço, carregado de misticismo e de percursos iniciáticos, foi, segundo alguns autores, feito propositadamente para os que pertencem à Maçonaria.

Apesar da sua aura mística, não sabemos ao certo se algum ritual ou algo que se lhe possa assemelhar alguma vez ali terá tido lugar. Em 1942, a já famosa Quinta da Regaleira, foi comprada pelo milionário Waldemar D`Orey. Imediatamente após a aquisição, contratou dois importantes arquitetos, Luís de Couto e António Lino, para remodelar o interior do palácio de forma a adaptá-lo à sua grande família e eliminar alguns elementos decorativos.

Mais tarde, no ano de 1988, os herdeiros de Waldemar D`Orey venderam a propriedade à empresa japonesa Aoki Corporation que a manteve encerrada apenas com um caseiro a guardá-la. Finalmente, em 1997, a Quinta da Regaleira foi adquirida pela Câmara Municipal de Sintra, passando a ser gerida pela Fundação Cultursintra. Em maio de 1998, recebeu da Ford Portuguesa o primeiro Prémio Nacional do Património Histórico.

Fonte :https://visitsintra.travel/pt/visitar/monumentos/palacio-e-quinta-da-regaleira

quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Natureza




O campo é onde não estamos. Ali, só ali, há sombras verdadeiras e verdadeiro arvoredo.

Fernando Pessoa

quinta-feira, 24 de março de 2022

Quinta da Regaleira




 Sintra foi, no século XIX, um dos primeiros berços da arquitetura romântica na Europa. O seu clima próprio e a consequente natureza atraíram o olhar daqueles que sensibilizados pela paisagem ousaram retocá-la com uma deslumbrante arquitetura em edénica harmonia propícia à contemplação do Belo e do Sublime.

É neste enquadramento pinturesco que encontramos, logo à saída do centro histórico de Sintra, a Quinta da Regaleira. Pensada e construída no transcorrer dos finais de oitocentos, espelha a sensibilidade e os interesses culturais, filosóficos e científicos do proprietário comitente, António Augusto de Carvalho Monteiro (1848-1920), aliados ao virtuosismo do arquiteto-cenógrafo italiano Luigi Manini (1848-1936). Da cultura e criatividade destas duas personalidades, resultou num ensemble arquitetónico eclético-revivalista, com particular enfoque para os estilos Manuelino, Renascentista. Medieval e Clássico.

Fonte:Quinta da Regaleira