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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Moinhos de Maré




Mó antiga gira,
correnteza sustenta,
canta o estuário

©Piedade Araújo Sol

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Perna-Longa




Taxonomia: Ordem: Charadriiformes; Família: Recurvirostridae
Estatuto de conservação: Global (UICN): LC (Pouco preocupante); Europa (SPEC): Non-SPEC (Não concentrada na Europa e com estatuto de conservação favorável); Portugal (ICNB): LC (Pouco preocupante)
Protecção legal: DL n.º 140/99, de 24 de Abril: Anexo A-I; Convenção de Berna: Anexo II; Convenção de Bona: Anexo II
Tipo de ocorrência: Estival (E); Invernante (I); Migrador de passagem (MP)
Abundância local: Acidental
Dados biométricos: Comprimento: 35 a 40 cm; Envergadura: 67 a 83 cm; Peso: 160 a 200 g

Identificação: Limícola elegante de coloração preta e branca e pernas compridas e rosa-avermelhadas. Inconfundível, apresenta o pescoço alongado, a cabeça delicadamente arredondada, o bico direito e fino como uma agulha. A porção das patas, cor-de-rosa e visível em voo, perfaz várias vezes o cumprimento da cauda. A fêmea apresenta o corpo todo branco, o macho possui a parte posterior da coroa, a nuca e a parte posterior do pescoço cinzentos. As asas são pretas, na parte superior e na parte inferior. Esta espécie efectua um voo directo com as patas projectadas.

Biologia da espécie: Distribuído de forma descontínua na Europa Ocidental e Meridional. Em Portugal nidifica sobretudo nas zonas costeiras a sul da Bacia do Vouga. Frequenta zonas de água doce, salobra ou salgada de pouca profundidade, como lagoas, salinas, arrozais ou estuários. É neste tipo de zonas da nossa costa que pode ser observado no Inverno. Por norma evita o frio, chuva e nevoeiro sendo mais tolerante ao sol e ventos fortes. Caça por meio da visão ou do tacto, sondando a água com o seu bico longo e fino, em busca das presas. É essencialmente carnívoro, alimentando-se de uma vasta variedade de invertebrados: insectos aquáticos, bivalves, gastrópodes, crustáceos, vermes e aranhas. Por vezes alimenta-se de alguns vertebrados como girinos e peixes. Formam casais monogâmicos de duração sazonal. O ninho é uma cova no solo, localizado na proximidade da água ou então um monte de vegetação em águas pouco profundas.

Curiosidades: O nome espanhol desta espécie, “cigueñela”, é bastante sugestivo, dado que as cores e a silhueta desta ave faz lembrar uma cegonha em miniatura.

Fonte : http://grlima.blogspot.com

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Moinhos de Maré




 Nota Histórico-Artistica

Os moinhos de maré, destinados a aproveitar, conforme a sua designação indica, a força das marés para fazer mover uma maquinaria de rodízios e mós para triturar cereais, constituem um sistema originado em França a partir do séc. XII. Os moinhos de maré do concelho do Seixal não serão os primeiros exemplares conhecidos em Portugal, onde este sistema terá sido introduzido em finais do século XIII, mas constituem o mais antigo núcleo ainda existente, característico de uma zona (o estuário do Tejo) onde se ergueram muitos moinhos desde o início de Quatrocentos; o número de moagens atingiria mesmo as 60 unidades, no século XVI.
O moinho Velho dos Paulistas foi erguido no século XV, na margem esquerda do rio Coina, na sequência da construção de uma série de moagens da região, inauguradas pela edificação do Moinho de Corroios, este ainda datado de 1403. É constituído por um conjunto de edifícios de planta rectangular, integrando a casa de moagem, com oito casais de mós, um corpo alongado com um andar acima da cota do rio e o sistema de rodízios abrigado sob arcadas submersas na maré cheia, a casa do moleiro, de dois pisos, e anexos destinados a armazenamento do cereal. As fundações são lançadas sobre o leito do rio, e a porta principal abre para um pequeno cais. A composição geral e distribuição dos edifícios, bem como a existência de cais de embarque, são características comuns a todos os moinhos da bacia do Seixal.
Este moinho, como os restantes na região, recebeu grandes obras de reconstrução a partir do século XVIII, nomeadamente após o terremoto de 1755. Desta forma, e apesar da recuada data da construção original, a maior parte do edifício actual, bem como o sistema de moagem, é já oitocentista, devendo-se a direcção dos trabalhos ao conceituado Mateus Vicente de Oliveira, engenheiro militar e arquitecto da Casa do Infantado.
Os moinhos servem-se de um sistema de comportas que permite o aproveitamento das duas marés diárias, recebendo a água na maré cheia, período em que as mós estão paradas, e começando a vazá-la progressivamente na baixa-mar. À medida que a água empurra as travessas dos rodízios, também chamadas de penas, estes rodam, fazendo rodar igualmente as mós. O curto tempo de moagem diário era compensado pelo grande número de mós a funcionar na região, que forneciam um serviço constante, sem o carácter aleatório dos moinhos de vento. 

Bibliografia
Título : Carta histórica do concelho do Seixal
Local :Seixal
Data : 1985
Autor(es) ?

sábado, 8 de maio de 2021

Barcos




O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê...
Platão

sábado, 14 de dezembro de 2019

Seixal




O Seixal é uma cidade portuguesa pertencente ao Distrito de Setúbal, região de Lisboa e sub-região da Península de Setúbal. 

É sede de um município com 93,58 km² de área, subdividido em 6 freguesias. Tem 175 837 habitantes (2008), o que o torna num dos oito concelhos com mais habitantes de Portugal. O município é limitado a este pelo município do Barreiro, a sul por Sesimbra, a oeste por Almada e a norte pelo estuário do Tejo, através do qual tem ligação a Lisboa. O concelho do Seixal possui um grande braço do Tejo, com o sapal de Corroios a oeste e o rio Judeu a leste. 

Seixal vem da palavra portuguesa "seixo" pois a região próxima ao rio é repleta de pequenos fragmentos de rochas que são visíveis quando o nível da maré está baixo.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Entardecer


sábado, 27 de outubro de 2012

Olhares Azuis e Verdes


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

terras do mundo

sábado, 8 de outubro de 2011

olhares meus

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

terras do mundo