domingo, 30 de setembro de 2012

Gaivotas


5 comentários:


  1. Ontem apenas
    fomos a voz sufocada
    dum povo a dizer não quero;
    fomos os bobos-do-rei
    mastigando desespero.
    Ontem apenas
    fomos o povo a chorar
    na sarjeta dos que, à força,
    ultrajaram e venderam
    esta terra, hoje nossa.
    Uma gaivota voava, voava,
    asas de vento,
    coração de mar.
    Como ela, somos livres,
    somos livres de voar.
    Uma papoila crescia, crescia,
    grito vermelho
    num campo qualquer.
    Como ela somos livres,
    somos livres de crescer.
    Uma criança dizia, dizia
    "quando for grande
    não vou combater".
    Como ela, somos livres,
    somos livres de dizer.
    Somos um povo que cerra fileiras,
    parte à conquista do pão e da paz.
    Somos livres, somos livres,
    não voltaremos atrás.

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  2. vem lá a tempestade?
    gaivotas em terra...
    mas a imagem está liiiinda!

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  3. Apetecia estar ali a pisar a areia com elas...!

    Beijos

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Não sou fotógrafa, mas, gosto de fazer arte com a fotografia. Todas as palavras e as imagens deste blogue são de minha autoria, excepto as que estão assinaladas com os devidos créditos. Não são fotos perfeitas, nem eu quero que assim sejam, porque por vezes é na imperfeição que se encontra a beleza encoberta. Muito obrigada pela visita!